Falei sobre mim e foi assim.










































...  E esta aventura (foi um aventura? é uma aventura?) da produção biológica, como é que surgiu?

A vida dá muitas voltas. Se aos 18 anos era impensável imaginar que um dia poderia viver na Quinta, aos 24 foi para cá que vim morar definitivamente quando casei. E nunca mais de cá saí. Foi aqui que nasceram, os meus quatro filhos. 
Apesar de tudo continuava sem me identificar com o mundo da agricultura. Abri uma livraria em Torres Vedras, a Index. Foi uma época super interessante, de leituras e cultura.. de contacto com muitos escritores. 
Mas a vida continuava a dar voltas e o que foi impensável durante anos, começou a tomar sentido quando percebi depois de mais voltas que a vida deu, que, ou vinha tomar conta de Quinta ou acabaria por a vender. 
Sabia que não a queria vender e resolvi pôr mãos à obra. 
E foi essa decisão que me fez começar esta enorme Aventura no mundo da Agricultura Biológica. 
Se era para ser Agricultora então só fazia sentido que fosse em modo biológico. Se ia "usar" a terra para tirar o meu sustento então havia que a respeitar. Se ela me ia dar eu tinha que retribuir. 
E pronto, a verdade é que a terra é com certeza nossa mãe, e acho que é nela que sinto a mãe que se despediu de mim quando tinha 22 anos. E descobri que a terra também é pai porque esta Aventura têm-me levado por caminhos inimagináveis, tem-me aproximado do meu pai como nunca aconteceu enquanto nos podemos ver e tocar. E esta terra têm-me dado imensas alegrias. É uma Aventura enorme, hoje com os meus filhos já adultos, esta terra são eles, são os meus pais. É talvez o meu modo de me redimir." 

A nossa conversa toda em Deixa entrar o sol 

Outro dia tive um convite da Margarida para fazer parte das "suas" mulheres do Project#6. São convites que me deixam sempre sem jeito mas ok, claro que sim com muita honra, agora eu a as fotografias não nos damos nada bem... mas pronto vamos lá. 
No texto deixei-me ir sem reservas, nas fotos fui, sou sempre, muito difícil :-)
O resultado está aqui.
Não me lembro muito bem do dia em que conheci a Margarida, mas nunca me vou esquecer das primeiras fotografias que ela tirou na Quinta, absolutamente maravilhosas!!!  E tem sido assim em todos os Dias Abertos e Sopas da Pedra. A câmara da Margarida tem uma varinha de condão. 

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